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Há milhares de anos atrás, Fenícios, Persas,
Egípcios e outros Orientais já faziam, a seu modo,
Business Intelligence, ou seja, cruzavam informações
provenientes da natureza, tais como comportamento das marés,
períodos de seca e de chuvas, posição dos
astros, para tomar decisões que permitissem a melhoria
de vida de suas comunidades.
A história do Business Intelligence que conhecemos hoje,
começa na década de 70, quando alguns produtos de
BI foram disponibilizados para os analistas de negócio.
O grande problema era que esses produtos exigiam intensa e exaustiva
programação, não disponibilizavam informação
em tempo hábil nem de forma flexível, e além
de tudo tinham alto custo de implantação.
Com o surgimento dos bancos de dados relacionais, dos PC's e
das interfaces gráficas como o Windows, aliados ao aumento
da complexidade dos negócios, começaram a surgir
os primeiros produtos realmente direcionados aos analistas de
negócios, que possibilitavam rapidez e uma maior flexibilidade
de análise.
Os sistemas de BI atuais têm como características:
* Extrair e integrar dados de múltiplas fontes
* Fazer uso da experiência
* Analisar dados contextualizados
* Trabalhar com hipóteses
* Procurar relações de causa e efeito
* Transformar os registros obtidos em informação
útil para o conhecimento empresarial
Às vezes fico imaginando como seria, alguns anos atrás,
a difícil tarefa de alguns executivos tomarem uma decisão
que poderia mudar os rumos da organização, tendo
como base um curto espaço de tempo e uma enorme variedade
de informações. Neste período, o BI (Business
Intelligence) era tratado como um luxo dentro das empresas e a
solução que ele prometia muitas vezes era vista
com desconfiança. Mas o tempo passou; as empresas, os processos
e os sistemas evoluíram. Como consequência, o BI
também evoluiu, perante as exigências da globalização
e da economia.
Hoje as ferramentas de BI são a "chave-mestra"
em qualquer companhia. Se há dez anos as empresas apostavam
em aquisições para alavancar seu crescimento, hoje
nota-se uma tendência para o crescimento organizacional
com base no negócio, algo que só é possível
com essas ferramentas. As empresas procuram cada vez mais responder
às necessidades dos clientes sem serem intrusivas. Com
isso, gerou-se uma cadeia de valores muito forte que impulsionou
os negócios.
Neste caso, mais uma vez o mercado ditou as regras. Tornou-se
essencial a existência de um sistema confiável, simples
e acessível para a análise das informações.
A quantidade de conhecimento precisou ser ajustada inversamente
à quantidade das informação para análises,
e neste contexto o BI tem se dado muito bem.
Hoje em dia é muito difícil para uma empresa conseguir
sobreviver sem alguma ferramenta de BI. Elas necessitam mais do
que nunca de um sistema de suporte à decisão eficaz
e relevante, que tenha condições de gerir uma unidade
de negócio de forma continuada para quase todos os níveis
ou áreas da empresa. Por isso, para alguns setores como
telecomunicações, bancos, seguros, cartões
de crédito ou outro tipo de negócio que envolva
um volume muito grande de informação, o uso destas
soluções em BI torna-se cada vez mais essencial
para sua sobrevivência no mercado.
As vantagens que advêm da utilização desta
soluções têm a ver com o acesso a informação
de qualidade que permita que as empresas conheçam melhor
a sua realidade, quer seja interna, quer seja voltada para o exterior,
permitindo-lhes obter indicadores preciosos para melhorar o desempenho
da sua atuação e a inovação tão
necessária ao seu crescimento.
Costumo sempre fazer uma análogia para as pessoas que
me perguntam sobre a diferença de um sistema de informação
convencional e um BI. Digo que um sistema do tipo transacional
é como um restaurante, onde o garçom lhe traz um
cardápio e você precisa escolher um prato que já
está pronto. Já num sistema self-service (BI), você
pode optar por escolher o que lhe agrada e na quantidade desejada.
Vejamos agora o lado do cliente. Ninguém gosta de ser
incomodado por vendedores que tentam empurrar um produto que não
lhe interessa. No entanto, se alguém nos aborda no momento
exato em que procuramos um produto ou um serviço, com certeza
vamos agradecer. Então, num mercado onde temos uma extrema
competitividade, estar no lugar certo e no momento certo é
fundamental para o sucesso de uma empresa - e o BI vem para suprir
esta deficiência.
Os ganhos na utilização destas ferramentas são
enormes, pois os usuários contam com uma maior rapidez
no acesso às informações, na automatização
de processos de reporting e na descentralização
do acesso à informação. Mas uma das maiores
vantagens é a existência da uniformização
da informação, permitindo uma verdade única
dentro da organização, garantindo assim que todos
trabalhem com a mesma realidade.
Temos ainda a possibilidade de poder ver de modo gráfico
e simplificado a atividade da empresa, o seu desempenho, potenciais
riscos ou desvios do planejado, bem como a capacidade de obter
indicadores de gestão, são outras das grandes vantagens
que estas soluções trazem às empresas. Existem
ainda vantagens a curto prazo, tais como a detecção
de fraudes, análise de impacto das decisões tomadas
e informação que sustente correções
imediatas.
Muitos projetos de BI acabam mesmo antes de começarem,
por questões de custos. Mas esta linha de pensamento por
parte de alguns executivos é um erro, e em muitos casos
o resultado é aquele que conhecemos: a solução
mais barata funcionou por um período, mas não supriu
as necessidades da empresa ao longo do tempo, e mais uma vez perdeu-se
tempo e dinheiro.
É necessário que se veja a Business Intelligence
não como um custo, mas como um investimento que pode dar
bons frutos a médio e longo prazo.
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